sábado, 20 de novembro de 2010

A elegância...

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara:
a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.
É uma elegância desobrigada.
É possível detecta-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.
Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas
maldades ampliadas no boca a boca. É possível detecta-la nas pessoas que não
usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas.
Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.
É possível detectá-la em pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está. É elegante não ficar espaçoso demais.
É elegante, você fazer algo por alguém e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer...
É elegante não mudar 
seu estilo apenas para se adaptar ao outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante retribuir carinho e solidariedade.
É elegante o silêncio, diante de uma rejeição.... Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem
a elegância do Gesto. Não há livro que 
ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.
É elegante a gentileza, atitudes gentis falam mais que mil imagens...
Abrir a porta para alguém...é muito elegante... Dar o lugar para alguém sentar...é muito elegante...
Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma...
Oferecer ajuda...é muito elegante... Olhar nos 
olhos, ao conversar é essencialmente elegante. A saída é desenvolver em si mesma a arte de conviver,
que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu,
que acha que "com amigo não tem que 
ter estas frescuras"
Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os 
inimigos é que não irão desfrutá-la. 

sábado, 30 de outubro de 2010

A individuação e o mito de quiron

março 24, 2009 por carol montenegro
Quiron na mitologia grega foi um centauro, o deus da cura e da sabedoria.  O indivíduo sobre a constelação de quiron está em processo de individuação.
Na verdade todos nós somos uma parte de quiron.  Nossa cabeça é dividida  em quatro partes, assim como Quiron anda nas quatro patas, mas  quase sempre usamos a cabeça de outros.  Quiron era um deus, que tinha quatro patas de cavalo, que simboliza o instinto, e as asas, nosso eu superior, o self, a parte divina existente em nós, que dá o instinto de movimento. A sua outra metade homem, é a psique humana  com  a inteligência espiritual,  que é  o pensamento individual sobre a verdade, que começa em cada um e termina no todo, isso se estamos ligados ao todo pela energia de atração do amor .  O pensamento de quiron e sua sabedoria é resultado de um instinto de movimento sincrônico,  como o galope de um cavalo. Ou seja a libido,  que são as quatro patas, e que leva ao movimento ordenado pela vontade para a formação de si mesmo, que representa as asas,  tornando o instinto de movimento, entre céu e terra,  que segue a sincronicidade do tempo, o amor  divino que dá unidade às vontades, divino como quiron que era um deus, isso torna a  clareza da verdade, sobre si mesmo e sobre tudo, formando o pensamento único e individual,um indivíduo totalizado.   Seu movimento sincrônico de sentimento e pensamento torna uma alma totalizada e um índivíduo único.
Nesse espaço somos pedaços decepados  de quiron, uns metade cavalo, uns com asa, outros sem, uns sem cabeça, outros com cabeça, e aqui estamos para nossa individuação e como no mito de quiron, que ao ser ferido na coxa dá sua imortalidade à Prometeu, nós ao completarmos nosso caminho até a individuação, nos tornamos quiron e morremos neste espaço para nascer sobre outra forma que nos acomode a energia do nosso pensar e sentir. A individuação é como uma escada de evolução e transcendência da alma.
A libido, as quatro patas,  as quatros partes da nossa psique humana, que  corresponde aos temperamentos do espírito, ou em outros níveis de espaço, as estações do ano, os elementos da alquimia. Estas quatro partes entram em mutação, durante a individuação, tornando quatro em UM, em  si mesmo, que são as asas,  nossa essência divina,  o instinto de  movimento,  ordenado para a formação do próprio pensamento e da verdade de cada um. Quiron é o uno, a união de Eros e Psique, Eros representando a libido, os sentimentos e os desejos, o amor erótico, e a Psique representando si mesmo e o pensamento, o amor que transcende do humano ao divino.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

OS SEIS PILARES DA AUTO--ESTIMA

1-A
ATITUDE DE VIVER CONSCIENTEMENTE.
Estar presente “aqui e agora” e no estado apropriado.
Manter mente ativa. Distinguir fatos de interpretações. Ampliar a percepção.
Perceber e corrigir erros. Ser receptivo ao novo. Rever paradigmas. Procurar
entender o mundo ao redor.
2-A
ATITUDE DE AUTO-ACEITAÇÃO
Ter consciência do corpo, emoções, pensamentos e ações como sendo Eu.
Manter uma relação afetiva consigo mesmo. Perceber, aceitar e corrigir os
próprios erros. Aceitar-se como é.
3-A
ATITUDE DE AUTO-RESPONSABILIDADE.
Sou responsável por
:
Realizar meus sonhos, fazer minhas escolhas, viver meus relacionamentos do
modo que vivo,comportar-me do modo como me comporto, usar o tempo em
função de minhas prioridades, buscar minha felicidade
4-A
.ATITUDE DE AUTO-AFIRMAÇÃO.
Ser abertamente quem sou. Negar-me a falsificar a mim mesmo para ser
apreciado. Viver pelas próprias expectativas e não pelas dos outros. Manter
equilíbrio entre autonomia e intimidade. Dizer sim ou não quando deseja.
5-A
ATITUDE DE INTENCIONALIDADE.
Estabelecer objetivos de vida. Desenvolver ações para atingi-los. Ampliar a
própria área de controle e influência.
6-A
ATITUDE DE INTEGRIDADE PESSOAL.
Coerência entre discurso e prática. Conduta moral e ética, mesmo em
ambientes degradados. Integração de idéias, critérios e crenças com o
comportamento.
“Somos aquilo que o nosso coração deseja”.

sábado, 23 de outubro de 2010

ARRISCAR É VIVER



Rir é arriscar a parecer louco
Chorar é arriscar-se a parecer sentimental
Estender a mão para o outro é arriscar-se se envolver
Expor seus sentimentos é arriscar-se a expor o seu verdadeiro

Amar é arriscar-se a ser amado
Expor suas idéias e sonhos ao público é arriscar-se a perder
Viver é arriscar-se a morrer...
Ter esperança é arriscar-se a sofrer decepção
Tentar é arriscar-se a falhar

Mas é preciso correr riscos,
Porque o maior azar da vida é o de não arriscar nada...

Pessoas que não arriscam, que nada fazem, nada são
Podem estar vivendo o sofrimento e a tristeza
Mas assim não podem aprender, sentir, crescer, mudar, amar, viver...
Acorrentadas às suas atitudes são escravas
Abrem mão de sua liberdade
Só a pessoa que se arrisca é livre...

Arriscar-se é perder o pé por algum tempo
Não se arriscar é perder a vida...



SOREN KIERKEGARD


sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A OUSADIA DA FRANQUEZA

Por Frei Betto*

"Em geral, preferimos nos iludir convencidos de que os subalternos

 pensam a nosso respeito

 o que gostaríamos que pensassem". Michel Foucault, em

conferências na Universidade de Berkely, em 1983, revisitou o tema da

parrésia, palavra grega que aparece pela primeira vez na obra de
Eurípides,


há sete séculos, e significa franqueza ou, etimologicamente, "dizer tudo".
O parrésico, o que fala a verdade, merece credibilidade por sua ética e

coragem. Pois não se trata de apenas manifestar o que pensa, mas fazê-lo

com risco de vida, ou seja, confrontando o poder. E o poderoso pode
"A parrésia é uma forma de crítica - afirma Foucault - tanto ao outro

puni-lo por tamanho atrevimento.
quanto a si mesmo, mas sempre numa situação em que o crítico se encontra
numa posição de inferioridade em relação ao interlocutor. O parrésico é
sempre menos poderoso do que aquele a quem dirige a palavra. A parrésia

vem'de baixo' e se dirige a quem está 'em cima'.


Por isso, um antigo grego não diria que um professor ou pai que critica
uma  criança faz uso da parrésia.

Mas  quando um filósofo critica um tirano,

quando um cidadão critica a maioria, quando um aluno critica o professor,
então utilizam a parrésia. Na parrésia, dizer a verdade é um dever."

Plutarco, que viveu no século 1, escreveu um livro intitulado Como

distinguir um adulador de um amigo. O verdadeiro amigo é parrésico, fala a


verdade, ainda que incomode ou doa. Pois a relação que temos conosco, a de

amor-próprio, cria em nossa mente a permanente ilusão acerca de quem

realmente somos.

"Sendo cada um de nós o principal e maior adulador de si mesmo - diz

Plutarco - devemos admitir sem dificuldade alguém de fora como

testemunho."


Alguém que nos critique e nos faça reconhecer os erros e defeitos. Só um

amigo parrésico é capaz de nos livrar da ilusão e fazer com que nos

olhemos no espelho da alma.


Como saber que o amigo é parrésico? Plutarco diz que há dois modos:

primeiro, conformidade entre o que ele fala e vive, como Sócrates.
Segundo,a firmeza de convicções.

 "Se se alegra sempre com as mesmas coisas e as

preza - diz Plutarco - e ordena sua própria vida segundo um único modelo.
O  adulador, por não ter caráter,

 não vive uma vida escolhida por ele mesmo,
e sim pelos outros, e modela-se e adapta-se para o outro;
 
não é simples nem coerente, mas ambíguo e contraditório,
 
por fluir e mudar de forma como a água que,
 
vertida de um recipiente a outro, adequa-se à vasilha que a

recebe."

Foucault chama a atenção ao fato de Plutarco sublinhar que somos incapazes
de admitir que não sabemos nada e nem sabemos quem somos.

Galeno, famoso médico do século 2, observa que vemos os defeitos dos
outros, mas permanecemos cegos quando se trata dos nossos. Platão sublinha
que o amante é cego frente ao objeto de seu amor. "Se, portanto, cada um
de  nós se ama acima de todas as coisas
- diz Galeno - deve estar cego no que
concerne a si mesmo. ( ... ) Quando um homem não saúda pelo nome um
poderoso ou rico, quando não o freqüenta nem senta à mesa com ele, quando
vive uma vida disciplinada, é de se esperar que este homem diga a
verdade."


Galeno sugere que tomemos este homem por amigo e lhe peçamos que diga tudo
que observa em nós. Ele haverá de nos salvar, tanto quanto o médico que

cura a enfermidade de nosso corpo.

Esses sábios e antigos conselhos servem em todas as circunstâncias de
nossas vidas. Quem dera que aqueles que ocupam uma função de poder - do
político ao síndico do prédio, do gerente à guardiã da capela -
estimulassem aqueles com quem e para quem trabalham a manifestar suas
críticas e sugestões. No entanto, nossa vaidade torna os nossos ouvidos
moucos. E qualquer crítica é recebida como punhalada em nosso ego.
Sobretudo aqueles que, entre nós, têm auto-estima em baixa e necessitam,
como o peixe da água, viver cercados de bajuladores.

Quem dera tivéssemos a ousada humildade de Jesus que, em Cesaréia de
Filipe, fez duas perguntas a seus discípulos: "O que o povo diz a meu
respeito? E vocês, o que dizem de mim?" (Mateus 16, 13-20).

Em geral, preferimos nos iludir convencidos de que os subalternos pensam a
nosso respeito o que gostaríamos que pensassem. E sem dar-lhes chance de
nos corrigir, vamos arrastando vida afora os nossos defeitos, que
prejudicam terceiros e nos colocam no pelourinho do ridículo.

domingo, 17 de outubro de 2010

A PORTA AO LADO

A PORTA AO LADO
Em entrevista a uma revista, o Dr. Dráuzio Varella disse
que a gente tem um nível de exigência absurdo em relação
à vida, que queremos que absolutamente tudo dê certo, e
que, às vezes, por aborrecimentos mínimos, somos capazes
de passar um dia inteiro de cara amarrada.
E aí ele deu um exemplo trivial, que acontece todo dia
na vida da gente. É quando um vizinho estaciona o carro
muito encostado ao seu na garagem (ou pode ser na vaga
do estacionamento do shopping). Em vez de simplesmente
entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da
sua vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o que
resta do seu dia.
Eu acho que esta história de dois carros alinhados, 
impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom 
exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor, e 
de outras, pior. Tem gente que tem a vida muito parecida 
com a de seus amigos, mas não entende por que eles 
parecem ser tão mais felizes. 
Será que nada dá errado pra eles? Dá aos montes. Só que, 
para eles, entrar pela porta ao lado, uma vez ou outra, 
não faz a menor diferença. 
O que não falta neste mundo é gente que se acha o último 
biscoito do pacote. Que "audácia" contrariá-los! São aqueles que 
nunca ouviram falar em saídas de emergência: fincam o pé,   compram briga e não deixam barato. 
Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente. 
O mundo versus eles. 
Eu entro muito pela outra porta, e, às vezes, saio por 
ela também. É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solúvel. E, como esse, a maioria dos nossos problemões podem ser resolvidos assim, rapidinho. Basta um 
telefonema, um e-mail, um pedido de desculpas, um deixar 
barato. Eu ando deixando de graça, para ser sincero. 
Vinte e quatro horas têm sido pouco para tudo o que eu 
tenho que fazer, então não vou perder ainda mais tempo 
ficando mal-humorado. 
Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações 
irritantes e gente idem, pilhas de pessoas que vão 
atrasar meu dia. Então eu uso a "porta do lado" e vou 
tratar do que é importante de fato. 
Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o 
elixir do bom humor, a razão por que parece que tão 
pouca coisa na vida dos outros dá errado. 


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Descubra o que é a obesidade espiritual


                                                             escrito por Monica Buonfiglio
É possível observar o aumento de peso do corpo físico na balança, mas poucos sabem que a obesidade também está contida no corpo espiritual. Se comer apenas o necessário isto também refletirá energeticamente. Quando uma pessoa abusa da alimentação Deus não pronuncia um julgamento contra ele: "foste guloso, vou te punir". Mas a obesidade é a consequência de um excesso contrário à harmonia.
  Para os indianos, saúde é harmonia, e o metabolismo que transforma os alimentos deve estar equilibrado, como em tudo na vida. A obesidade é vista como uma doença que é desarmônica. Por isso, muitas religiões fazem a prática do jejum como ato de purificação. O espírito tem como morada nosso corpo. Se alguém nutre raiva, ódio, mágoa ou tristeza acaba desenvolvendo a depressão. Desta forma, se acumulam toxidades também no corpo espiritual, dificultando o emagrecimento.
Kardec escreveu: "se modificamos a inteligência através da instrução, é possível alterar nosso temperamento para melhor evitar os excessos, entre eles comer demasiadamente". A obesidade é caracterizada pelo acúmulo de gordura corporal, fator este que pode ter diversas origens como a genética, o seu ambiente individual etc.
Ganhamos peso quando aumentamos a ingestão de alimentos e não gastamos o valor enérgico do que é consumido. Ela também limita os movimentos, sobrecarrega os ossos além de fazer surgir outras doenças associadas ao sedentarismo que acompanha a vida dos obesos. Mudar a mente e os pensamentos pode realizar milagres.
Mas a decisão é sua, pois ninguém pode curar um doente que se obstina em conservar sua doença. Lembre-se que ter hábitos mais saudáveis aumenta a energia e melhora o desempenho. Conserve sua saúde. O bem mais precioso da sua vida material e espiritual.